domingo, 8 de maio de 2016

Débora uma mãe em Israel


Algumas pessoas são líderes improváveis. Superficialmente, elas parecem não ter as características que geralmente associamos com grandeza e poder. Davi, por exemplo, era um jovem pastor de ovelhas, um sonhador que escrevia cânticos e tocava harpa – qualidades geralmente não procuradas quando você escolhe alguém para derrotar inimigos. No entanto, Deus o chamou não apenas para ser um homem de guerra mas também rei de todo o Israel. Por quê? Porque Davi tinha algo mais importante do que habilidade militar ou sangue real. Ele tinha fé em Deus.

Na época dos juízes, uma mulher chamada Débora tornou-se líder de Israel. Pelos nossos padrões, ela também era uma candidata improvável para essa tarefa tão relevante. A Bíblia fala pouco sobre suas credenciais, a não ser que era esposa e mãe (Jz 4.4; Jz 5.7), o que não a qualificava para dirigir um país. Porém,Débora tinha a mesma vantagem que Davi: ela tinha fé em Deus.

Numa época em que Israel andava aos tropeços e cada homem fazia aquilo que parecia certo aos seus próprios olhos (veja Jz 17.6; Jz 21.25), Deus escolheu uma mulher de grande fé que estava disposta a segui-lO em obediência.

As Escrituras dizem que Débora era uma profetisa, significando que Deus lhe falava e ela transmitia Sua Palavra ao povo. Ela era uma juíza, portanto, julgava as pessoas que vinham até ela para resolver suas contendas. Naturalmente, ela também era esposa e mãe.

Seu feito mais conhecido ocorreu quando os israelitas clamaram a Deus por libertação depois de vinte anos de opressão sob o jugo de Jabim, rei de Canaã. O poderoso Jabim tinha 900 carros de ferro e governava a partir de Hazor, no Norte de IsraelDébora, que vivia no Sul, fora de Jerusalém, nas regiões montanhosas de Efraim, convocou Baraque, da tribo de Naftali, da região de Hazor. Quando Baraque chegou, Débora corajosamente transmitiu-lhe o plano de Deus: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas mãos” (Jz 4.6-7).

Baraque estava disposto a obedecer, mas insistiu que Débora fosse com ele. Ela concordou, porém disse a Baraque que assim ele cederia a uma mulher a honra de capturar Sísera.

Naquele dia Deus sustentou Israel, como Débora sabia que Ele faria. O Senhor enviou uma chuva torrencial que inundou o ribeiro Quisom e fez com que a armada aparentemente invencível de Sísera atolasse na lama. Este fugiu e foi engodado por Jael, outra mulher, que cravou uma estaca de tenda em sua cabeça e o matou. Dessa maneira, Deus libertou Israel.

Mais tarde, Débora escreveu um belo cântico (Jz 5) que exalta a Deus e revela muito sobre sua própria pessoa. Ela era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia (Jz 5.6-7), compreendeu o motivo da decadência (idolatria, v.8) e assumiu a responsabilidade pela nação (vv. 7,12). Ela tinha tanta autoridade que, quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar sua autoridade ou suas instruções. Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus.

Quando ela mandava reunir as tropas, esperava que elas se apresentassem. Aos que ignoravam o chamado, ela amaldiçoava: “Amaldiçoai a Meroz, ...amaldiçoai duramente os seus moradores, porque não vieram em socorro do Senhor” (Jz 5.23). Débora provavelmente não conseguia entender por que esses combatentes de Israel tinham tão pouca fé em Deus.

Por um lado, Débora aparentava ser uma mulher “dura” no confronto, mas também parecia extremamente maternal. Somente uma mãe que se importa com seus filhos pensaria em descrever a mãe de Sísera aguardando ansiosamente que seu filho voltasse para casa, preocupada com sua demora em voltar da batalha (v.28).

É interessante observar que não há evidência bíblica de que Débora tenha usurpado a autoridade masculina. É triste dizer que, provavelmente, existia pouca autoridade masculina fiel a Deus naqueles dias. Israel estava em condição espiritual tão lamentável que Deus envergonhou a nação daqueles dias depositando o mais alto cargo de liderança nas mãos de uma mulher.

Hoje, vivendo em um mundo dirigido pelo sucesso e pelas realizações materiais, é fácil esquecer que Deus não deseja tanto as nossas habilidades, mas sim a nossa vontade, o nosso querer que vem da fé.

Podemos lembrar que a história das missões modernas está igualmente repleta de mulheres de grande fé a quem Deus colocou em posições de enorme responsabilidade. Nas selvas da Colômbia e da Venezuela, por mais de 50 anos, Sophie Müller implantou centenas de igrejas, até que o Senhor finalmente a levou em outubro de 1995. A sua autobiografia, publicada pela Missão Novas Tribos, é intitulada His Voice Shakes the Wilderness (A Voz de Deus Faz a Selva Estremecer).

Depois que Jim Elliot, Nate Saint e três outros missionários foram mortos no Equador pelas flechas dos índios Huaorani (Aucas) em 1956, duas mulheres os substituíram: Elisabeth Elliot, viúva de Jim, e Raquel Saint, irmã de Nate. A senhorita Saint ficou no Equador até sua morte em 1994, conduzindo os índios a Cristo, ensinando-os e ministrando-lhes a Palavra de Deus.

Baraque, sem dúvida, foi um ótimo militar, e seu nome está registrado em Hebreus 11 como homem de fé. Porém, ele mesmo teria capturado Sísera se tivesse confiado um pouco mais em DeusDébora, por outro lado, era uma simples esposa e mãe, mas sua fé a tornou um vaso muito mais útil para o Senhor do que alguém poderia imaginar.

Bíblia ensina que nosso tempo na terra é curto: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14). Muitas pessoas podem abalar montanhas com suas credenciais e construir reinos com suas aptidões. Mas, no final, o que contará para a eternidade não será aquilo que realizamos com nossas habilidades, mas o que Deus fez através de nós por meio de nossa fé.

|  Autor: Lorna Simcox  |  Divulgação: estudosgospel.com.br

Dia das Mães Origem e Tradições


ORIGEM DO DIA DAS MÃES

A idealizadora do Dia das Mães, Anna M. Jarvis, nasceu em Webster, West Virgínia, nos EUA, a 1° de maio de 1864, filha de Anna Reeves Jarvis e Oranville E. Jarvis. Recebeu educação primária em Grafton, WestVrrginia, e completou seus estudos secundários e superiores na Faculdade Feminina de Augusta, no Estado de Virgínia, em 1881. Fez, a seguir, uma série de estudos especiais que incluíram Literatura Inglesa, Psicologia, Filosofia, Latim, Alemão, Matemática e Música. Após estes estudos. regressou a Grafton, onde foi nomeada professora da escola estadual, lecionando por sete anos seguidos. William Tapp, superintendente escolar, disse dela o seguinte: "Em toda minha larga experiência de professor e como superintendente escolar. não conheci professora tão capaz, eficiente e culta. Mulher de visão, espírito combativo, idealista, foi uma oradora fluente, lógica e convincente.

O NASCIMENTO E CONCRETIZAÇÃO DA IDÉIA

Em princípios de 1900 Anna Jarvis e sua família transferem residência para Filadélfia, onde seu pai falece a 31 de dezembro de 1905. Com a morte de sua mãe, tão próxima à do seu progenitor, Anna Jarvis sofreu muitíssimo, pois desde menina era reconhecida como raro exemplo de amor filial. Foi no segundo domingo do mês de maio de 1907 que realizou a primeira celebração do Dia das Mães, em uma reunião privada, em homenagem à progenitora. Entretanto, a primeira celebração pública deu-se a 10 de maio de 1908, conforme consta da placa comemorativa que se encontra na Igreja Metodista de Grafton, West Virginiana. Eis a inscrição ali existente: "IGREJA METODISTA EPISCOPAL DE ANDREWS - IGREJA MÃE DO DIA DAS MÃES - PRIMEIRA CELEBRAÇÃO DO DIA DAS MÃES, 10 DE MAIO DE 1908 - FUNDADORA: ANNA JARVIS­MINISTRO: DR. H. C. HOWARD - SUPTE. DA ESCOLA DA IGREJA: L. L. LOAR".

Até há bem pouco tempo tinha-se como certo o segundo domingo de 1912 como a data da primeira comemoração do Dia das Mães, entretanto, através de verificações recentes e do testemunho da placa citada, 1O de maio de 1908 é a data correta.

OFICIALIZAÇÃO

Em maio de 1910, o governador do Estado de West Virginia, William E Glasscock, decretou a primeira comemoração oficial do Dia das Mães, e em maio de 1914, por proposta do deputado Heflin, do Alabama, e do senador Sheppard, do Texas, o Dia das Mães foi incluído no calendário federal dos Estados Unidos.

O decreto foi assinado pelo Presidente Woodrow Wilson, na presença de Anna Jarvis, do secretário de Estado William Jennings Bryan e daqueles parlamentares. Entre outras resoluções, diz o decreto: "No segundo domingo do mês de maio, o pavilhão nacional deverá flutuar em todos os edifícios governamentais dos Estados Unidos e suas possessões". O deputado Heflin disse, no ato: "Nunca uma bandeira nacional foi usada para festejar tão bela quanto sagrada comemoração, Mães da América".

Não passou muito tempo e a data foi aceita pela maioria dos povos cristãos, vindo a cumprir-se, dessa forma, o sonho de Anna Jarvis.

NO BRASIL. E EM SÃO PAULO

No Brasil, coube à Associação Cristã de Moços introduzir a comemoração do Dia das Mães. Em recentes pesquisas feitas pela ACM paulista, verificou-se que o Dia das Mães foi introduzido pela sua congênere de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 12 de maio de 1918, em solenidade presidida pelo escritor Alvaro Moreira, sendo oficial a poetisa Júlia Lopes de Almeida. No ano seguinte, a Associação Cristã de Moços do Rio de Janeiro, até então considerada a introdutora do Dia das Mães no Brasil, realizou a primeira festividade na capital federal, também com a colaboração de Jülia Lopes de Almeida. Em São Paulo a efeméride foi celebrada, também por iniciativa da ACM,. em maio de 1921.

A OFICIALIZAÇÃO NO BRASIL

A oficialização do Dia das Mães no Brasil partiu da iniciativa da Sra. Alice de Toledo Tibiriçá, que na qualidade de presidente do 2° Congresso Internacional Feminista, em junho de 1931, se dirigiu ao então chefe do Governo Provisório, Sr. Getúlio Vargas, nos seguintes termos:

"As mulheres do Brasil. reunidas por um alto ideal de confraternização feminina, para trabalhar pelo progresso do país e da sociedade, desejam ; homenagear asmães brasileiras - o maior fator de nosso aperfeiçoamento moral - pedindo através desta mensagem a oficialização do Dia das Mães, no segundo domingo do mês de maio, a exemplo do que já se fez nos Estados Unidos da América do Norte".

Mais tarde. uma comissão do Congresso Feminista, composta das Sras. Berta Lutz, Carmem Velasco Portinho, Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça, L Stela Guerra Duval, Alice Pinheiro Coimbra, Inês Mattíhiesen, Marina Bandeira k de Oliveira, Georgina Barbosa Viana, Edith Fraenkel, Orminda Bastos e Adelaide t; Cortes, visitaram o chefe do Governo Provisório, reforçando o pedido feito através da mensagem transcrita.

Atendendo àquela solicitação, o Governo Provisório promulgou o decreto n° 21.366, de 5 de maio de 1932, instituindo oficialmente o Dia das Mães, no segundo domingo do mês de maio.

AMPLIAM-SE AS COMEMORAÇÕES

Em 1947 por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro. Dom Jaime Câmara, o Dia das Mães. no segundo domingo do mês de maio, foi incluído no calendário oficial da Igreja Católica. O gesto do Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro foi recebido com viva simpatia pelos círculos religiosos e sociais do país. Daí para cá, vêm intensificando-se as comemorações em tomo do Dia das Mies, destacando-se entre elas as organizadas pela Confederação das Famílias Cristãs, Rotary Club, SBSI, SESC e outros. Pouco a pouco foi germinando a semente lançada entre DÓS pela Associação Cristã de Moços. Hoje, graças à compreensão de todos os cristãos, acima de credos e divisões eclesiásticas, o Dia das Mães é uma realidade no Brasil.

A TRADIÇÃO DOS DOIS CRAVOS

Partiu de Anna Jarvis, também, a delicada idéia dos dois cravos: vermelho e branco. Ficou estabelecido que os filhos cujas mães estivessem vivas deveriam apresentar-se com um cravo vermelho na lapela, e aqueles que fossem órfãos, um cravo branco. A sugestão foi bem acolhida e generalizou-se imediatamente.

Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de Maio.
Em Israel o dia da mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o dia da família em Fevereiro.

|  Autor: Pr Jonas Neto  |  Divulgação: estudosgospel.com.br |

domingo, 1 de maio de 2016

Mandamentos familiares

Além das bênçãos sobre a família (que revelam o quanto o Senhor a aprecia e quer que vivamos o Seu melhor), encontramos na Palavra de Deus, também, a questão dos mandamentos familiares.
Desde que instituiu a família, o Criador a protegeu, dando aos homens leis que deveriam proteger a instituição chamada família. Nos Dez Mandamentos, temos dois deles diretamente ligados à questão familiar (a ordem de honrar os pais e a de não adulterar – sem contar o de não cobiçar a mulher do próximo). As Sagradas Escrituras estão repletas de mandamentos familiares – ordens divinas acerca da vida familiar.
Esses mandamentos, se obedecidos, trazem bênçãos sobre a vida daqueles que os praticam. Por outro lado, a quebra desses mandamentos, que denomino “pecados familiares”, também trarão consequências diferenciadas (falarei mais sobre isso num capítulo com o mesmo tema). A ordem divina de honrar os pais, por exemplo, é chamada de “o primeiro mandamento com promessa”:
“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Efésios 6.1-3).
Obedecer aos mandamentos que protegem a família nos farão ser bem-sucedidos em tudo e ainda aumentar nossos dias de vida. Prosperidade e longevidade num pacote só!
Os filhos devem a seus pais não apenas obediência, mas também honra. Ao se casarem, os filhos deixam pai e mãe e se unem ao seu cônjuge; isso põe fim à necessidade de obediência, mas não de honra:
“Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam eles primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus progenitores; porque isto é agradável a Deus” (I Timóteo 5.4).
Os filhos devem recompensar seus pais (que os criaram) quando esses chegam à velhice; devem suprir seus progenitores não só em suas necessidades materiais. Ainda que não devam mais a obediência de quando viviam sob seu teto, devem honra. Sempre!
Além dos mandamentos que determinam a conduta dos filhos para com os pais, também encontramos na Bíblia os mandamentos que determinam a conduta dos pais para com os filhos, especialmente a ordem de criá-los no temor do Senhor:
“E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).
“Que [o bispo] governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” (I Timóteo 3.4,5).
Também há mandamentos dados por Deus para os cônjuges. O marido deve amar sua mulher, honrá-la e trata-la de forma correta; a esposa deve submeter-se e respeitar seu marido:
“Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Efésios 5.28).
“Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente” (Colossenses 3.19).
“Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos” (Efésios 5.22-24).

LUCIANO SUBIRÁ.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O desejo de mudar é uma grande prova de amor


Ninguém pode dizer que ama se não deseja mudar”
Mudar alguma coisa dentro de nós é sempre um grande desafio porque mexe em áreas que, na maioria das vezes, não queremos que ninguém toque. A pergunta-chave quando refletimos sobre este tema é: “Por que todos nós relutamos tanto em mudar?”.  A resposta parece simples mas não é, pois, para que haja mudança verdadeira, é necessário reconhecimento (autocrítica), renúncia, perseverança, disciplina e coragem. E tudo isso só é possível se houver humildade.
O casamento em si já exige mudanças significativas porque não há como manter um relacionamento a dois de forma séria vivendo como se fosse uma pessoa solteira.
Certo dia, em um seminário que tratava sobre o tema “Família”, eu ouvi de um senhor casado a seguinte frase: “Como marido e como pai, sou nota 10. Eu vim até aqui apenas para acompanhar minha esposa.” Ao ouvir aquela auto-avaliação, peguei um questionário que tenho que trata exatamente sobre “O perfil do marido ideal” e pedi a ele que respondesse as 30 perguntas, explicando: “Aqui, as notas vão de 0 a 10.  Se você tirar de 8 para cima, você está liberado para ficar na piscina do hotel e não vai precisar assistir a nenhuma palestra, pois estará, sim, muito bem classificado”. Quando ele terminou de responder as perguntas e conferiu a pontuação, veio até mim e disse:“Pastor, o senhor precisa orar por mim. Tirei nota 3”.
Todos nós estamos em processo de cura e de libertação. Não existe uma pessoa que possa dizer: “Eu não preciso melhorar em nenhuma área”.
O primeiro passo a ser dado para que haja mudanças necessárias é reconhecer onde precisamos mudar. Minha esposa, Rousemary, e eu aprendemos logo no início da caminhada conjugal, há vinte e quatro anos atrás, que o segredo para se construir um casamento duradouro e feliz é manter-se aberto às mudanças.
1.    O casamento pode nos libertar de nós mesmos
Quando uma pessoa se casa, ela acaba levando consigo hábitos negativos, como traumas da infância e vícios, além de uma bagagem emocional e espiritual adquirida e desenvolvida na família de origem. Dentro dessa “mochila” que cada um traz da casa dos pais muita coisa boa que deve ser preservada e outras tantas ruins que devem ser eliminadas. Isso faz parte do processo de libertação. A forma de como você foi criado dentro seu núcleo familiar, ou seja, a sua referência paterna e materna e o que você ouviu e viu desde criança, passando pela adolescência, acabou moldando sua forma de pensar e de agir. Se a família de origem era disfuncional e o padrão que se tinha para seguir era ruim, isso foi internalizado como valores que determinam o comportamento. Eis a razão porque na “escola” chamada “Casamento” ambos, marido e mulher, têmquesubstituiro que foi aprendido de forma “errada” por aquilo que é considerado certo, justo e honesto. O comportamento e o estilo de vida de uma pessoa só mudam quando há mudança de mentalidade. Tudo começa a partir da forma de como pensamos.
Não há um homem ou uma mulher que possa dizer: “Eu me casei com uma pessoa completamente liberta, curada e perfeita.” O casamento é a união entre duas pessoas cheias de imperfeições, pecadoras e limitadas.
Sabemos que durante o namoro, o período de noivado e também no início do casamento, o casal vive um tipo de amor-sonhoAmbos nãoenxergam a realidade, mas cada um projeta no outro aquilo que idealizou ou sonhou como parceiro(a) ideal. Quando estou proferindo minhas palestras, costumo dizer aos casais que todo quadro à distância é perfeito, porém, ao aproximarmos dele, percebemos algumas imperfeições na obra do artista.
 O casamento traz à tona aquilo que à distância estava escondido.Na proporção em que cresce a familiaridade entre o casal, vão também surgindo os defeitos, as manias e os hábitos negativos. Quando isso acontece, é imprescindível a participação do cônjuge no processo de libertação e cura.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A Batalha pela Família ( estudo para família e casais)



Resumo do tema
Somente os ingênuos imaginam que a vida com Jesus é “um mar de rosas”, que o fato de serem servos do Mestre impede que enfrentem lutas. Os crentes maduros sabem, e muito bem, que as batalhas acontecem sempre. O próprio Jesus disse que no mundo experimentaríamos aflições.
Só depois de criar o universo, a vegetação e os animais, Deus criou o homem e a mulher. O homem e a mulher são, portanto, o ápice da criação, o ponto alto, a coroa da criação de Deus. No seu soberano projeto, Deus fez o homem para a mulher, e a mulher para o homem, de forma que até fisicamente eles se encaixam, se completam. Deus capacitou o homem e a mulher, por meio de um relacionamento íntimo, a darem continuidade à sua criação. Que maravilhoso, que privilégio, gerar um novo ser, a partir de um relacionamento sexual.
O que é a família?
A família é uma idéia de Deus. A família é o semelhante humano da trindade. A família foi criada com o propósito de refletir a pessoa de Deus na terra. A família é sagrada. Não podemos aceitar o seu fim.
Podemos dizer, sem medo de errar, que o desejo do homem de ir na direção da mulher, e vice-versa, é espiritual. Esse movimento tem a marca da presença de Deus. É por isso que quando percebemos a sociedade descartando o casamento, sem a menor preocupação, temos que reconhecer que isso é conseqüência direta do distanciamento da humanidade em relação ao seu criador. É a falta de um relacionamento mais íntimo com Deus que tem levado homens e mulheres a desprezarem o casamento, procurando relacionamentos sem compromisso.
A batalha pela família é travada no “fogo amigo” do lar
Na história narrada no texto de I Samuel, encontramos um homem chamado Elcana que tinha duas mulheres: Ana e Penina. Diz a narrativa que Penina tinha filhos, ao contrário de Ana. Por causa dessa situação, Penina provocava Ana ao ponto de levá-la a perder a fome, de levá-la a tristeza e ao choro. Esse era o motivo de crise na família de Elcana. E na sua família, qual o motivo de confusão? As lutas internas de uma família, invariavelmente, geram frustrações. As comparações entre membros da família sempre produzem conflito. As crises internas são comuns nas famílias. Se não batalharmos pela manutenção da unidade familiar, poderemos experimentar grande tristeza.
A batalha pela família é humana, universal e solidária
Se na sua família há problemas, não se desespere; você não está sozinho. Os crentes maduros sabem que as batalhas sempre acontecem. A família é um dos alvos preferidos do inimigo.
No capítulo 2 de I Samuel vamos encontrar a história dos filhos de Eli. Sabemos que Eli era um sacerdote e que servia no templo. O fato de ser Eli um homem temente ao Senhor e sacerdote de Deus, não impediu que seus filhos fossem maus. No versículo 12 lemos que “Os filhos de Eli eram ímpios, não se importavam com o Senhor nem cumpriam os deveres de sacerdotes para com o povo”, e no versículo 22 lemos que “Eli, já bem idoso, ficou sabendo de tudo o que seus filhos faziam a todo Israel e que eles se deitavam com as mulheres que serviam junto à entrada da Tenda do Encontro”. Imagina como devia se sentir Eli diante dessa situação. A verdade é que não há qualquer garantia de que a família do cristão não vá experimentar problemas.
O sistema de organização social atual exige que as pessoas passem grande parte do seu tempo envolvidas com o trabalho. Percebemos, como conseqüência, que para a maioria isso afeta, diretamente, sua comunhão com Deus e com a família. Isso é diabólico porque, um homem longe de Deus e da sua família é uma pessoa completamente quebrada, vulnerável à ação de satanás. Você deve tomar cuidado com isso e não deve se deixar envolver pelo sistema. Estabeleça prioridades em sua vida. Separe tempo para manter comunhão com Deus e gaste tempo com sua família.
A batalha pela família pode ser vitoriosa com Deus no comando
Primeiro Deus. Deus precisa estar em primeiro lugar sempre. Na vida do homem, na vida da mulher, na vida da família. Não há como vencer a batalha pela família sem colocar Deus em primeiro lugar.
Não devemos nos deixar levar pelo padrão da sociedade. As mensagens veiculadas nos filmes e nas novelas de tv, assim como os conselhos dados nos consultórios de terapeutas não comprometidos com os princípios bíblicos, dizem que você merece ser feliz. E que para experimentar essa felicidade, vale tudo. Vale “encher a cara”, vale trair seu cônjuge, vale trapacear nos negócios, vale mentir para seus filhos etc. Em Romanos 12 o apóstolo Paulo nos adverte: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente”.
A oração pode nos colocar em contato direto com o Pai. Ele deseja ouvir nossas necessidades, muito embora já as conheça previamente. A igreja será forte na medida em que as famílias forem fortes. Não perca a batalha pela sua família. Reúna sua família para orar. Peça a Deus que os conservem unidos, como uma marca da presença de Deus no meio da sociedade.
Não confie na sua própria força para vencer a batalha pela família. Apresente diante de Deus suas necessidades e Ele, conforme a sua graça e misericórdia, fará você experimentar vitória. Em Pedro 5:6-7 lemos: “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”. 
Perguntas para discussão em grupo
  1. Por que a batalha pela família é importante?
  2. Como seria a sociedade se não existissem famílias?
  3. Quando a sociedade descarta a idéia do casamento, reflete a presença de Deus? Comente.
  4. De exemplos de como satanás nos ataca, por meio da família.
  5. Como é possível vencer a batalha pela família?
Sugestão de atividade para o grupo (As atividades aqui propostas visam auxiliar o Líder de PG no preparo das reuniões. São apenas sugestões, que tem por objetivo ajudar os membros do grupo, de uma maneira mais lúdica, a refletir e a se dispor a mudanças de atitude e pensamento, com base no tema abordado no culto do domingo anterior, à luz da Palavra de Deus.)
Retrato de Família


Objetivo: Avaliar o relacionamento com cada membro da família.
Material necessário: Folhas em branco para cada membro do grupo e lápis de cor ou lápis preto.

Atividade: Desenhe um círculo no centro da folha com seu próprio nome dentro. Ao redor, desenhe outros círculos simbolizando os membros de sua família com quem convive mais (incluindo avós, tios, primos, cunhados...). Trace linhas ligando o seu nome a cada um dos familiares, de forma que mostre a qualidade e intensidade de seu relacionamento com cada um. Use linhas largas para simbolizar relacionamentos profundos, linhas finas, linhas coloridas, pontilhadas ou não use linhas se você não tiver relacionamento com esta pessoa.

Compartilhe seu “Retrato de família” com o grupo.

- Quais relacionamentos tem sido uma batalha para você?
- Quais destes relacionamentos precisam da intervenção de Deus?
- O que você pode fazer para melhorar este relacionamento?

Orem uns pelos outros, pelas famílias uns dos outros e abençoem-se mutuamente.

Eu e minha casa serviremos ao Senhor." (Josué 24:15)
Claudio Duarte e Milca Cruz
Núcleo Pastoreio

O papel do sexo e do casamento na visão de Deus

  • Quando um homem e uma mulher se amam e desejam se casar e formar uma família, isso inclui, ou deveria incluir, a seriedade e fidelidade ao convênio matrimonial que abrange monogamia e lealdade, em pensamento e ação.
    Assim como o casamento não é apenas a legalização do sexo, a formação de uma família não é apenas casar e ter filhos. A família é onde “homem e mulher se tornam uma só carne”. É onde o amor de Deus é revelado através dos pais aos filhos e das muitas gerações que virão.
  • Sexo: Presente divino

    Tudo o que Deus fez é bom. E toda e qualquer coisa que Ele fez tem o propósito de revelar Sua Glória. Como tementes a Deus, precisamos entender que o sexo é um dos presentes divinos que Ele nos proporcionou para nossa felicidade. Sexo é o poder de criar vidas, e é natural que haja diretrizes específicas sobre o uso desse privilégio. David Bednar disse: “O modo pelo qual encaramos e usamos esse sublime poder vai determinar em grande medida a nossa felicidade na mortalidade e o nosso destino na eternidade.”
  • Fontes deturpadas de informação

    Infelizmente, uma grande parte dos seres humanos possui uma expectativa falsa do que o sexo representa no casamento. A maioria de nós tem contato com o “sexo” muito cedo, através da moda que dita a sensualidade como atraente, em novelas, na pornografia gratuita, em filmes e internet, etc. É a velha confusão de chamar desejo de amor.
    Esse tipo de “costume” focaliza demais o sexo somente no corpo e não na experiência inteira da harmonia e complementação dos gêneros. Mais do que ter partes do corpo diferentes, o homem e a mulher foram feitos um para o outro. O desejo, a anatomia e a atração os dirigem um para o outro. É o dar e receber recíproco que enlaça corpos, mentes e corações. É o prazer não somente sexual e físico, mas também mental e espiritual que complementa um casal e os torna como um em propósito perante o plano divino.
  • Sexo indiscriminado: Da destruição da sociedade ao desaparecimento das famílias

    O sexo usado de forma distorcida é a razão de sofrimento para a grande maioria das famílias. As consequências são:
    • gravidez indesejada
    • irresponsabilidade
    • falta de afeto natural
    • doenças venéreas
    • perversões sexuais
    • abortos
    • órfãos
    • estupros
    • infidelidade
    • divórcios
    • luxúria
    • crimes
    Enfim, quedas de reinos inteiros e destruição de famílias inteiras. O fato de governos, reinados, leis, pessoas corruptas e até algumas igrejas tentarem reduzir a seriedade dessas práticas tornando-as legais não têm ajudado em nada a manutenção da força familiar, muito pelo contrário.
  • Castidade: Exercitando a fidelidade

    A castidade é um treinamento para a vida. É um exercício para a fidelidade, lealdade e momentos difíceis num casamento.
    Tenho uma amiga que ela e o marido eram os jovens mais bonitos que eu conheci. Bonitos fisicamente e de um bom humor contagiante. Após poucos anos de casamento, ela sofreu um acidente e ficou tetraplégica, e ele cuidou dela com amor ainda maior. Ela o deixou livre para ser feliz com outra pessoa, mas ele permaneceu firme ao seu lado. Tiveram mais dois filhos depois desse incidente. Hoje, mais de 20 anos depois, eles dizem que se amam mais do que nunca. Esse é o tipo de amor divino, que transcende o desejo e as dificuldades, que tem o sexo como complemento, não fim.
    O sexo é uma parte importante e prazerosa da vida conjugal. É a única coisa que marido e mulher, legal e legitimamente casados, fazem um com o outro que é exclusivo deles. Todas as outras relações que temos com outras pessoas contêm sentimentos, situações e semelhanças de nossa relação amorosa, mas não o sexo. Deus não nos deu esse presente como mero divertimento ou satisfação de desejos do corpo. Não há instrução alguma vinda do Senhor que afirme que sexo entre marido e mulher deva ser somente para procriação, mas também não há aprovação em lugar algum para o tipo de sexo indiscriminado que vemos na sociedade em que vivemos fora dos laços do casamento.
  • Sexo como complemento de um casamento divino

    Alguns pensam que a felicidade estará sempre na próxima conquista. Spencer Kimball disse: “Uma pessoa pode sentir-se imediatamente atraída por outra, mas o amor vai muito além da atração física. É algo profundo, inclusivo e abrangente. A atração física é apenas um de vários elementos; é preciso haver fé, confiança, compreensão e união. É preciso haver ideais e padrões comuns. Deve haver grande devoção um ao outro e companheirismo. O amor inclui pureza, progresso, sacrifício e altruísmo. Esse tipo de amor nunca se cansa ou se enfraquece, mas continua a viver em meio a enfermidades e pesares, pobreza e privações, triunfos e decepções, no tempo e na eternidade. Para que o amor continue a existir, deve haver um aumento constante de confiança e compreensão, de expressões sinceras e frequentes de gratidão e afeto. Cada um deve esquecer a si mesmo e preocupar-se constantemente com o outro. Os interesses, esperanças e objetivos devem convergir continuamente para o mesmo ponto."
  • A urgência de ensinar os filhos e protegê-los para que encontrem a felicidade real

    Ensine aos seus filhos a sacralidade do sexo no casamento. David Bednar complementa dizendo que o sexo não é uma "curiosidade a ser explorada, um apetite a ser satisfeito, ou um tipo de recreação ou entretenimento. Como filhos e filhas de Deus, herdamos Dele capacidades divinas. Mas neste momento vivemos num mundo decaído."
    Se seus filhos crescerem com o conhecimento do que realmente o Senhor espera de um homem e uma mulher em relação ao sexo e casamento, e souberem investir tempo e paciência no casamento através do exemplo que você tem lhes dado, não atendendo às diversas investidas da sociedade mundo afora, não somente experimentarão o sexo completo como Deus deseja que o tenham quando se casarem, mas também a felicidade divina.
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