sábado, 12 de março de 2016

É possível entender as mulheres?


Poderíamos aplicar essa frase que um amigo muito utilizou, para nossa pergunta a respeito de se entender as mulheres: Se algum homem pensa que é fácil de se entender as mulheres, é porque ele não leu direito o Manual de Instruções...(Se é que existe algum).
Eu me lembro também de uma imagem, que circula nas redes sociais, onde se mostra de forma divertida a diferença entre os homens e as mulheres: o homem é mostrado como uma caixa com um só botão de liga/desliga. A mulher é mostrada como uma caixa com mil botões, travas e outros mil dispositivos.
Brincadeiras à parte, tentemos analisar se é possível entender as mulheres.
  • A mulher é muito diferente do homem (felizmente)

    Ainda bem que a mulher é diferente dos homens, e somos muito gratos por isso. Penso que se fossem os homens que tivessem de dar à luz, já estaríamos extintos há muito tempo, e não teríamos a população de mais de 7 bilhões que temos atualmente no mundo.
    Essa é uma diferença muito grande: a menina já se prepara desde muito cedo para ser uma mãe e esposa, brincando com seus bebês e móveis de plástico, enquanto os meninos da mesma idade que elas ainda estão encantados com seus videogames, futebol e cuidando de seus muitos outros "sérios assuntos existenciais"...
    Essa, então, é a primeira coisa a ser lembrada: além de ser mais romântica, mais sensível e mais detalhista que o homem, normalmente, toda mulher tem mais órgãos (toda a sua complexa parte reprodutora) que o homem. Claro que o homem contribui muito para a reprodução, mas para o homem isso é uma coisa muito mais agradável do que uma gravidez de 38 semanas, com dores nas costas, e as outras tantas apreensões e desafios que uma mulher passa quando está em gestação. E quando vêm gêmeos ou até quíntuplos ou sêxtuplos? Nem é bom pensar...
  • Muitos homens "pensam" que conhecem suas companheiras

    Quantas vezes eu mesmo não me surpreendi com coisas que eu jamais pensei que fossem acontecer, e quantas vezes vi amigos e parentes atônitos, quando suas esposas lhes surpreendem com atitudes totalmente inesperadas para nós, homens?
    Quantos homens eu já vi sendo totalmente surpreendidos com pedidos de divórcio por suas esposas, enquanto eles pensavam ser os donos da verdade e as últimas bolachas do pacote? Claro que os divórcios não podem ser generalizados, e cada caso é um caso, mas ultimamente temos visto muitos pedidos de divórcio por parte das mulheres.
  • Tentando o impossível

    Muitos homens e mulheres, ao longo de toda a história humana, têm achado impossível se compreender as mulheres. Talvez seja mesmo impossível compreender todasas mulheres, mas talvez você consiga entender pelo menos a sua companheira, se você tentar com sincero desejo e amor.
    Diálogos, empatia, estudo de psicologia (de forma autodidata), são ferramentas indispensáveis se você quer realmente entender sua companheira.
    Também ajudará muito se você lembrar que as mulheres buscam nos homens segurança, proteção e precisam sentir toda confiança em seu parceiro.
    E se não conseguir ser um verdadeiro amigo e confidente de sua companheira, ela dificilmente se abrirá com você. E conseguir tal confiança não é coisa que se consegue de um dia para outro.
    Baseando-me no meu caso, posso afirmar que eu e minha esposa nos tornamos verdadeiramente amigos e confidentes somente depois de muitos anos de casados, depois de muitos desafios vencidos juntos, muito diálogo e muita tentativa de compreensão um do outro.
    Hoje além de termos um relacionamento normal de marido e esposa, posso dizer que somos verdadeiros amigos e confidentes.
    É possível, então, se entender as mulheres?
    entender todas as mulheres, mas penso que estou conseguindo entender, pelo menos um pouco, a minha.

10 atitudes que demonstram que você é feliz no casamento


Agora que você se casou com a pessoa que ama, fazer esta união feliz exige dedicação e esforço, não é mesmo? É assim com todas as pessoas casadas.
Quer saber se você é feliz no seu casamento? Aqui estão 10 atitudes que podem ajudar você a verificar isso.
1. Abrace seu cônjuge no final do dia
Em meio aos afazeres do dia a dia, casa, trabalho, filhos, é difícil parar e dar atenção ou carinho ao cônjuge. Porém um abraço, um beijo, um sorriso não leva tanto tempo assim, e faz toda a diferença naquele dia. Já pensou nisso? A escritora Andrea Syrtash aconselhou, "pare o que quer que esteja fazendo e cumprimentem-se quando se virem depois de um longo dia. Pode ser por 5 segundos, mas você manda a mensagem que seu cônjuge é prioridade em sua vida."
2. Construam o espírito de equipe
A escritora e PhD Tina Tessina disse que "o elemento mais importante de construir um relacionamento é o trabalho em equipe. Se vocês brincarem de cabo de guerra um com o outro vocês não irão chegar a lugar algum. Mas como companheiros vocês podem conseguir qualquer coisa." Reforce os laços do seu relacionamento trabalhando como uma equipe para a felicidade do casal.
3. Trate seu cônjuge como uma criança
Isso não significa que você precisa ser mãe dele. Não. Quem explica bem isso é Harriet Lerner, PhD e autora do livro Marriage Rules, afirmando que o mesmo que acontece com uma criança, acontece com seu marido. Ela diz, "para uma criança não é suficiente dizer Eu te amo ou Você é a melhor, é preciso ser específico e focar na tarefa realizada dizendo Você fez um bom trabalho colocando a mesa. A mesma lógica se aplica ao seu marido – elogios claros e específicos trazem melhores resultados que meros tapinhas nas costas. Falar de maneira específica aquece as coisas e deixa claro ao seu cônjuge porque você realmente o admira, reforçando a sua conexão."
4. Mantenha a chama do amor acesa
Quando a chama do amor dos primeiros dias em um relacionamento passa e estamos atarefados, fica difícil arrumar tempo para namorar. É preciso dar importância e achar tempo para o namoro.
5. Ponha seus valores à mostra
É comum o casal, depois de anos de vida conjugal, esquecer porque estão juntos, porque disseram "Aceito" e o que desejavam para a vida a dois. Fazer um lembrete desses desejos e valores e colocar em algum lugar da casa para que vejam os ajuda a focar no que é importante e para que estão juntos.
6. Não se desespere se, às vezes, vocês não se conectam
A comunicação respeitosa é fundamental para a felicidade no casamento. Nem sempre você vai ter o resultado de que gostaria. O importante é sentir que foi ouvido e sua perspectiva foi valorizada. Andrea Syrtash falou que "nem sempre vocês vão estar na mesma página. Parceria é compromisso. São necessários dois motoristas a fim de conduzir um relacionamento. Mas, algumas vezes, alguém precisa assumir a direção quando o outro não está forte o suficiente ou o problema é mais importante para um de vocês".
7. Simplifique as expectativas
Quem já não tentou conversar com um homem sem sucesso? Os homens não se expressam como as mulheres. Não é porque o marido não quer resolver o problema. Harriet Lerner diz, é que "ter uma longa conversa cara a cara parece uma ideia terrível para eles." A culpa pode ser do seu grande número de frases e a intensidade em sua voz. Simplifique. Não fale muito, diminua o ritmo e abaixe o tom, mesmo ao criticar.
8. Ataque o problema, não a pessoa
As discussões são saudáveis dependendo de como você as conduz. Ficar bravo nos leva a ser impulsivo e dizer coisas que nos arrependeremos. Para evitar brigas destrutivas foque no problema, não no caráter do seu marido.
9. Pare com a pressão emocional
A mulher quer saber o que está errado bem rápido para consertar, o marido não. Se ele estiver sob estresse, não pressione. Harriet Lerner diz, "se você tentar se aproximar deles, eles irão se distanciar mais. Eles se aproximam quando você dá espaço para respirar." Então, tenha paciência, deixe-o vir até você e se buscar seu apoio, não faça julgamentos. Ela continua, "muitos que valorizam as críticas no início do relacionamento, com o tempo se tornam intolerantes. Ninguém sobrevive a um casamento se sentir que está sendo mais julgado do que admirado."
10. Transforme as tarefas em favores
Se na sua casa as tarefas domésticas não são divididas igualmente, é melhor ser direta do que esperar a manifestação do marido que pode não acontecer. "Às vezes as mulheres deixam as coisas se manifestarem e nos tornamos passivo-agressivas. Os homens preferem uma aproximação mais direta, então simplesmente diga 'Aqui está o que precisa ser feito.'", diz Andrea Syrtash. Eles querem ser parte da solução, se precisarem de um empurrão ofereça uma recompensa. Por exemplo, se ele ajudar mais, vai ter mais carinhos e beijinhos – você vai ver uma reciprocidade.
Cada casal tem a sua maneira de ser e de manter o casamento feliz. Essas atitudes demonstram que tanto maridos e esposas podem ser felizes. Se alguma não está como você gostaria, comece agora a melhorar em cada uma e aproveite os resultados.

SUGESTÃO DE FILME : Quarto De Guerra


O livro, baseado no roteiro original de Alex Kendrick e Stephen Kendrick, conta a história de Tony e Elisabeth Jordan, um casal que parece ter tudo que alguém sempre sonhou, boa casa, bom emprego, bons filhos… mas na verdade tudo não passa de um fachada pronta a ruir, e a batalha por essa família começa no Quarto de Guerra, que é o quarto de oração de um senhora que tem muito a nos ensinar sobre o poder da oração, e vai ajudar essa família a viver essa realidade e desfrutar de uma nova vida em família, pela oração!

O LIVRO QUARTO DE GUERRA mostra como a oração é uma arma poderosa. O filme no qual o livro se baseia foi um sucesso nos Estados Unidos, onde chegou ao segundo lugar de bilheteria na semana de lançamento. Quem procura na internet encontra vários relatos de pessoas que tiveram experiências espirituais profundas depois ao ler o livro, que permanece há várias semanas bem posicionado na lista dos mais vendidos.

“Ela ficou ali por alguns instantes, com as lembranças inundando sua mente, depois fez a longa caminhada até o carro e ouviu vozes à distância. Um casal discutia a cerca de trinta metros de distância. Clara não conseguia ouvir as palavras, não sabia dizer sobre o que era a discussão, mas teve vontade de sacudi-los e apontar para os túmulos, e dizer-lhes que eles estavam lutando a batalha errada.” (O autor)

terça-feira, 8 de março de 2016

Para você!!!


Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.

Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.

Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. 

Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.

Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.

Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.

Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.

Uma mulher bonita, uma grande amiga, uma mãe maravilhosa, uma pessoa especial... Vocês são únicas! Sinto orgulho, de ter na minha vida. Feliz Dia da Mulher.

mensagenscomamor.com

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Adultério e suas implicações

adulterioNão adulterarás.” Dt 5.18
Este é um mandamento firme e contundente para aqueles que servem a Deus. Entretanto, muitos cristão adulteram – o que já começa quando se olha com malícia para alguém que não seja o próprio cônjuge.
Por que as pessoas adulteram? Homens e mulheres traem seus cônjuges por motivos diferentes.
Certamente, podemos afirmar que ambos traem por fraqueza espiritual. Talvez por não estar atento e não admitir a possibilidade de que isto pode acontecer a qualquer um. Talvez por não estar em dia com a vida de oração e o coração na Palavra de Deus. Talvez por falta de temor ao Senhor.
Não temos a intenção de querer justificar o pecado do adultério, porque o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria de viver uma vida correta. Entretanto, diante de tantos casos de adultério, se faz necessário analisar as causas psicológicas e emocionais de tal fato.
Homens e mulheres são muito diferentes um do outro. Sabemos disto. E é preciso lembrar que isto não está errado – foi Deus quem fez assim – e tudo que Deus faz é bom. As diferenças devem servir para um completar o outro naquilo que lhe falta. Isto é maravilhoso e perfeito.
Por ser diferente um do outro, os motivos para a traição conjugal também são diferentes.
Os homens traem as esposas sem envolvimento sentimental, na maioria das vezes. É sexo por sexo. Homens são capazes de trair para ter uma “novidade” de vida sexual. Algumas vezes, deixam-se envolver um pouco mais e se apaixonam, a ponto de abandonar a esposa para viver um novo relacionamento. Mas quase sempre a atração inicial é o sexo, principalmente quando o relacionamento sexual com a esposa não está satisfatório para ele. Esta é uma questão um tanto complexa, pois essa insatisfação pode estar sendo gerada por compulsão, por fantasias sexuais não realizadas, por alguma disfunção sexual da esposa, por falta de comunicação entre o casal, entre outras. Outra motivação masculina para a traição é a auto-afirmação. Muitos homens passam por uma crise existencial, por volta dos 40 anos. Ao constatar a chegada da meia idade, inconscientemente, desejam voltar à juventude e envolvem-se com mulheres mais jovens. E há, é claro, aqueles que o fazem por fraqueza de caráter, por não valorizar nem respeitar devidamente a esposa.
As mulheres traem por necessidades emocionais. As mulheres têm necessidade de receber atenção e afeto em maior proporção que os homens. Quando uma esposa fica carente de receber amor e afeto – abraço, beijo, carinho – ela fica vulnerável. Se ela convive em algum lugar com um homem que lhe faz elogios, age delicadamente com ela ou toca sua mão, seu braço ou seu ombro com carinho, ela cai com facilidade “nos braços” desse homem. Mulheres abusadas sexualmente na infância também ficam propensas, pois formam um conceito distorcido de sexualidade. E há, é claro, aquelas que traem por fraqueza de caráter também.
Receber afeto é necessidade vital para a mulher. Ter sexo satisfatório é necessidade vital para o homem. Lembrando que necessidade vital é aquilo que não se pode viver sem, senão morre. Suprir as necessidades do cônjuge no casamento é dever de toda pessoa casada. Ser fiel e honrar a pessoa com quem nos casamos também. Afinal, o fazemos em obediência a Deus, o Senhor de nossa vida.

Por: Elizabete Bifano

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nomofobia. Você sabe o que é isto?


detox

Vivemos na era da tecnologia.Não tem jeito. Ou nos adaptamos, a controlamos e a usamos para o nosso bem ou seremos atropelados por ela.As crianças de hoje já nos dão um banho de como configurar um aparelho celular, por exemplo.
Há um ano, quando meu neto Theo estava ainda com dois anos, minha esposa possuía um celular que ainda não tinha o sistema Touch screen. Aquele tipo de celular que a tela é sensível ao toque.
Pois bem, o Theo pegou o celular da avó e tentou passar para uma outra tela, mas nada. Tentou uma, duas vezes. Mas não tentou a terceira vez. Simplesmente jogou o celular para o lado e pediu o Iphone do avô.
Se por um lado o celular facilita e nos ajudar a nos relacionar com as pessoas, em muito, no dia a dia, precisamos por outro lado, tomar cuidado com ele.
O celular, dependendo do seu uso pode nos aproximar ou nos afastar da família.
Um dia desses, liguei para casa da minha filha por volta do meio dia. Usei um recurso chamado FaceTime onde posso não somente falar, mas vê-la. Para minha surpresa, quem atendeu foi meu neto. Naquele exato momento ele iria começar almoçar. Então, aproveitando a oportunidade, eu orei com ele agradecendo pela refeição.
Conheço uma vovó que tem alguns dos seus netos morando nos EUA. Ela me disse que periodicamente usa o aplicativo Skype para, não somente falar, mas brincar, por horas, com eles.
Este é o lado bom da história!
O lado ruim é quando este mesmo celular que nos aproxima, pode nos distancia também.
Alguém já disse que o celular pode afastar os que estão próximos a nós e aproximar os que estão distantes.
O ideal é aproximar os distantes, sem afastar os que estão próximos.
Não podemos, por exemplo, permitir que o celular, com todos os seus aplicativos, como o Whatsapp, roube nosso tempo quando estamos à mesa com a família.
Não podemos também fazer com que o Tablet ou o Ipad seja o brinquedo número dos filhos ou que o usemos para substituir nossa presença como pais ou avós.
É um desafio dominar a tecnologia!
O melhor é voltar os olhos para o velho (e sempre novo) conselho da Bíblia quando afirma em Eclesiastes 3 que tudo tem seu tempo próprio.
Os psicólogos tem estudado o comportamento humano em relação aos celulares. E neste sentido foi cunhada a expressão nomofobia, o medo, a fobia de ficar sem um aparelho celular. Pessoas que desenvolvem nomofobia ficam com seus aparelhos ligados 24 horas por dia, sentem-se rejeitadas quando ninguém lhes telefona e enfrentam síndrome de abstinência quando estão sem o aparelho. O problema pode estar ligado a outros transtornos, como ansiedade e depressão.
No Brasil, num estudo recente, apontou que 18% dos portadores de celulares, já desenvolveram nomofobia.
A palavra certa para não sermos presas fáceis da nomofobia é cuidado e constante avaliação do nosso comportamento.
Verifique como você reage ficar o celular, se está gastando tempo demasiado e esquecendo dos que estão à sua volta. Peça um familiar para lembrar-lhe se os limites estão sendo ultrapassados.
Jamais pense que uma mensagem pelo Whatsapp vai substituir um abraço, um olhar, um aperto de mão.
E aí? O que você achou do texto? Você percebe isto nas famílias hoje?
Escrito: Gilson Bifano

Romantismo não sai de moda


rom

Quando os primeiros homens chegaram à lua, muitos afirmaram: acabou-se o romantismo! Afinal a lua era o símbolo que inspirava poetas e trovadores. Maculada pelos pés humanos, a lua não cumpriria mais o seu papel milenar e os apaixonados de todo o mundo não teriam mais este belo referencial.Mas estavam enganados!O romantismo não depende de nenhum corpo celeste. É uma atitude interior. E, como tal, pode estar presente mesmo se a lua for habitada, se é que será e quando o for.Romantismo existe e existirá sempre, enquanto os seres humanos deixarem-se dominar por ele.Esta atitude interior é uma realidade. Tenho experimentado seus efeitos. Sou romântico por natureza, mas procuro aperfeiçoar esta atitude cada dia. Em nosso lar eu era mais romântico que a Zezé, no início de nossa vida em comum. Plantei romantismo. Fiz poesias. Declarei meu amor a cada oportunidade. E o romantismo, tal como o amor, gerou romantismo. Hoje Zezé também é romântica.
Basicamente, o romantismo depende de ser exercitado.
Quando falamos em “Encontro de Casais”, temos estimulado cônjuges (que palavra difícil) a serem românticos, a demonstrarem romantismo. Lembramos com freqüência que, certa vez, viajando numa tarde quente, sob sol abrasador, para falar para casais numa cidade distante, a certa altura, por volta das três horas da tarde, disse para Zezé: “Mãe, estou desejando fazer uma coisa”. Ela perguntou: “O quê?” Recebeu a resposta: “Parar o carro no acostamento e lhe dar um beijo e um abraço”. Tendo recebido sua aquiescência, assim fizemos. Enquanto nos abraçávamos, os motoristas diminuíam a velocidade dos seus veículos para nos admirar. Ocorreu-me um pensamento que exteriorizei para Zezé: “Estão pensando que somos ´amantes´”. Ao que depois concluí: “Será que só os ´amantes´ podem se tratar bem, serem românticos?”
O romantismo, como o amor, cresce com o passar do tempo.
Vamos ser românticos?
Vamos recordar, ao longo de nossa vida em comum, os dias de namoro e noivado, quando éramos tão românticos com o nosso par?
Ser romântico é expressar esse romantismo com palavras e atos.
É muito gostoso… e assim tem sido com Zezé e eu nesses 26 anos de casados.

Por: Paulo Ribeiro (falecido em setembro de 1998, na cidade de Belo Horizonte,
vítima da violência urbana)